domingo, 8 de março de 2009

European Offender Employment Forum International Event



The next international EOEF event is now confirmed for Lisbon, Portugal , 19/20 March, 2009 at the Instituto Nacional Da Proriedade Industrial (INPI-Auditorium)
The event is focussing on how to sustian and develop employment projects for offenders in challenging economic circumstances.
It will also be the first opportunity to hear about the newly created ex offender community of practice.
We hope you wil be able to join us.




The Centre for Economic and Social Inclusion is very grateful to the Ministry of Justice, Portugal for supporting this event by providing the venue. It is a government conference centre in the attractive Baixa district, the oldest part of Lisbon . Significant progress has been made in the offender employment field in recent years. But economic circumstances have changed dramatically:• Have lessons been learned and how can we sustain and mainstream the progress that has been made? • How do we continue to persuade employers to train and give jobs to offenders?This event will bring together experts from all the key partners working in the offender employment field across the EU to: • Review the prospects for offender employment • Showcase and promote good practice in the offender employment field• Consider how to develop and sustain employer engagement
A new pan European Ex-Offender Community of Practice for all organisations working to promote the social inclusion of ex offenders has recently been formed. This event is the first opportunity for all the potential partners to meet and learn how the network will operate and how they can get involved.
Key Note Speaker: Portuguese Secretary State for Justice - Dr. José Manuel Vieira Conde Rodrigues (Confirmed)
The programme will include a range of workshops and examples of good practice. This event will be an opportunity for policy makers and practitioners in the offender employment field to exchange ideas. Organisations will be able to showcase their projects to an audience of experts and enable all conference delegates to debate the issues and learn from each other.
If you would like to present a case study at this event please contact James Barrett: 00 44 207 840 8328 / james.barrett@cesi.org.uk
Interested in sponsorship or promotional opportunities please contact Lois Rolfe: 00 44 20 7840 8337 / lois.rolfe@cesi.org.uk
For more information and to book a place follow the link to the Inclusion events page at the address below:
http://www.cesi.org.uk/events/current_events/eoef2.htm

sábado, 7 de março de 2009

Novo das Código das Penas reforça reinserção


O ministro da Justiça defendeu hoje que o panorama actual do sistema penal cria uma "oportunidade" para que o novo Código das Penas, que aguarda votação no Parlamento, leve mais longe a ideia de reinserção social dos condenados.


Na abertura do seminário internacional "A Execução das Penas", em Lisboa, Alberto Costa afirmou que, se for aprovada no parlamento, a proposta de lei do Código de Execução das Penas e Medidas Privativas da Liberdade "encontrará um contexto particularmente propício para a sua entrada em vigor".
Em declarações à Lusa, Alberto Costa referiu que as medidas punitivas alternativas à prisão "evitam o efeito estigmatização da prisão" e contribuem para evitar o "efeito criminógeno" da estada atrás das grades, que pode levar o recluso a cometer mais crimes quando devolvido à liberdade.
Citando dados relativos ao ano passado, Alberto Costa disse que no sistema prisional actual "já não existe sobrelotação", com uma taxa de ocupação de 90 por cento, resultado que atribuiu às "reformas penais que pretenderam que só estivesse preso quem realmente precise de ser preso".
Alberto Costa referiu que há "uma oportunidade para o sistema se reorganizar" e também "concentrar-se na sua missão de reinserção" social.
O ministro recordou que aumentaram os condenados que passaram a estar no sistema de vigilância electrónica - "de 578 novos casos em 2007 passou-se para 796 casos em 2008, o que significa um acréscimo de 38 por cento" - e desde a reforma do regime de prisão preventiva em 2007 houve 633 aplicações da obrigação de permanência em casa com vigilância electrónica, a par de uma descida do número de prisões preventivas.
Desde 2007 foram também aplicadas 370 penas de prisão a cumprir na habitação com vigilância electrónica, tratando-se de penas até um ano e em alguns casos dois anos, e aumentou em 70 por cento a aplicação de penas de trabalho a favor da comunidade, acrescentou.
"Registou-se em 2008 o mais baixo número de evasões [das prisões] dos últimos dez anos: em 1998 ocorreram 131 evasões e 19 em 2008", frisou, apontando que "cerca de 75 por cento" dos presos em Portugal estão em programas escolares, formação profissional e trabalho.
No âmbito dos direitos dos reclusos, Alberto Costa afirmou que a reinserção passa também pela inclusão dos reclusos no Sistema Nacional de Saúde e, de um modo geral, em políticas de educação, emprego ou solidariedade social "do mesmo modo que todos os outros cidadãos".
"O sistema prisional tem que saber ser um lugar onde quem queira assumir o dano causado e queira reparar as consequências dos seus actos, inclusive reparando as vítimas, possa ter a possibilidade de o fazer, formando-se, trabalhando e assim conquistando a sua própria dignidade e o respeito dos outros", declarou.
O ministro focou também os direitos das vítimas a contemplar em legislação futura, com o objectivo de "associar a vítima ao cumprimento da pena".
As "necessidades da vítima" são factores que contarão para a avaliação do recluso, para a concessão de licenças de saída e Alberto Costa apontou que se prevêem "programas de Justiça restaurativa, com benefícios para a vítima, o futuro do condenado e a paz social".
Prevê-se também que parte do salário recebido pelos reclusos seja destinado a pagar "obrigações judiciais, incluindo indemnizações à vítima".
Lusa/AO Online

Fundação Eugénio de Almeida: Gestão de Programas de Voluntariado

Nos próximos dias 13 e 14 de Março, respectivamente, entre as 14h30-20h30 e 10h00-17h30, irá decorrer na Fundação Eugénio de Almeida, na cidade de Évora, o Workshop: Gestão de Programas de Voluntariado.Este Worksop de Gestão de Programas de Voluntariado, visa proporcionar aos participantes, os instrumentos fundamentais para uma gestão qualificada de programas de voluntariado, com base nos princípios da refelexão, planeamento, qualidade e competência.Dinamizadores: Xosé Anton Roxo- Assessor da Conselhería de Cultura e Deporte da Xunta de Galicia e Tania Semedo -Técnica da Fundação Eugénio de Almeida. Destinatatários:Dirigentes e técnicos de instituições sociais e culturais privadas sem fins lucrativos, com responsabilidades ao nível da concepção de gestão de programas de voluntariado.
Nota: A participação é gratuita mediante inscrição prévia.
A ficha de inscrição deverá ser enviada para Fundação Eugénio de Almeida,Pátio de São Miguel-Évora até ao dia 6 de Março.
Para mais informações e/ou inscrições contactar:telefone:266748300

Cruz Vermelha aumenta cooperação com prisões



A Cruz Vermelha Portuguesa e a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais pretendem reforçar a cooperação que têm vindo a desenvolver, mediante «acordos adicionais», com o objectivo de promover «melhor formação» dos reclusos e funcionários das prisões, noticia a Lusa.
Prisões com serviço diário de enfermagem
No âmbito do «acordo de parceria» estabelecido entre a Cruz Vermelha e os Serviços Prisionais a 17 de Dezembro de 2008, 16 delegações desta instituição humanitária e 18 estabelecimentos prisionais vão assinar segunda-feira «acordos adicionais» para definir os «termos concretos» da cooperação estabelecida entre as duas entidades.
«Esta parceria pretende apoiar os reclusos através do desenvolvimento da manutenção ou restabelecimento dos respectivos laços familiares, de modo a facilitar a preparação da saída do recluso e sua reinserção social. A parceria procura, ainda, promover uma melhor formação dos reclusos, colaboradores e funcionários dos estabelecimentos prisionais», refere a Cruz Vermelha em comunicado.
Numa fase inicial, adianta, serão desenvolvidas acções em diversos domínios, nomeadamente do ensino de socorrismo, actividades sócio-culturais e desportivas, educação para a saúde, apoio psicossocial e apoio à reinserção social dos reclusos.
A cerimónia de assinatura dos «acordos adicionais» realiza-se segunda-feira, no Estabelecimento Prisional de Lisboa, com a presença do presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Luís Barbosa, e da directora-geral dos Serviços Prisionais, Maria Clara Albino.

Reclusos colaboram na manutenção das estradas regionais e limpeza de espaços públicos



Seis reclusos dos estabelecimentos prisionais de Angra do Heroísmo e da Horta vão passar a colaborar na limpeza de espaços públicos e na manutenção das estradas regionais nas ilhas Terceira e Faial.


A medida insere-se no âmbito de um protocolo que foi assinado entre a Secretaria Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos (SRCTE), através da Direcção Regional dos Equipamentos e Transportes Terrestres, e o Ministério Justiça, representado pela Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.O projecto envolve três reclusos do Estabelecimento Prisional Regional de Angra do Heroísmo e três da Cadeia de Apoio da Horta, que passarão a executar tarefas de manutenção oficinal de equipamentos, recuperação de infra-estruturas e equipamentos colectivos e de recuperação, manutenção e limpeza das vias que integram a rede viária regional.A SRCTE assegurará a formação profissional adequada ao correcto conhecimento e desempenho das tarefas que venham ser distribuídas aos reclusos.O protocolo prevê ainda o pagamento de uma bolsa ou subsídio mensal a cada um dos reclusos e dos correspondentes seguros de acidentes pessoais, num esforço financeiro anual da ordem dos 20 mil euros.Inserida num processo de cooperação que remonta a 2007, a parceria visa a reinserção social dos cidadãos a cumprir pena privativa de liberdade nos estabelecimentos prisionais de Angra do Heroísmo e da Horta.No entender da SRCTE, a cooperação que foi desenvolvida nos últimos dois anos com o Ministério da Justiça apresenta um balanço “bastante positivo” para todas as partes envolvidas.
http://www.acores.net/noticias/view-32389.html

sexta-feira, 6 de março de 2009

Prisões com serviço diário de enfermagem

Todas as cadeias portuguesas vão ter, a curto prazo, um serviço de enfermagem diária de três horas e meia, estando a decorrer um concurso público internacional, disse esta quinta-feira à Lusa a directora-geral dos Serviços prisionais (DGSP).
Clara Albino explicou que o objectivo é «harmonizar e garantir aos detidos os mínimos de condições em todas as cadeias com assistência por parte de médicos e pessoal de enfermagem».
«Queremos que esta prestação de serviços nos garanta no mínimo três horas e meia de serviços de enfermagem diária, que permitam uma triagem mínima em todos os estabelecimentos e acessíveis a todos os detidos», afirmou.
A responsável dos Serviços Prisionais admitiu que há cadeias em que a resposta em termos de cuidados de saúde «é diminuta» e outras em que a distribuição de medicação e feita por guardas prisionais.
«Princípio de igualdade mínima de tratamento»
«Temos cadeias nas quais não conseguimos garantir que a distribuição de medicação seja feita por enfermeiros e o mínimo que pretendemos conseguir é uma harmonização entre estabelecimentos prisionais», adiantou à Agência Lusa.
Apesar de alguns estabelecimentos terem uma «excelente resposta nos cuidados de saúde», outros há onde a «resposta é diminuta», tendo Clara Albino dado como exemplo algumas das cadeias mais pequenas, como as do Algarve e das ilhas.
O objectivo deste alargamento dos cuidados de saúde é, segundo Clara Albino, «criar um princípio de igualdade mínima de tratamento, que a medicação seja administrada por profissionais de saúde e não por guardas prisionais e criar condições de preparação para a transição da prestação de cuidados de saúde para o Serviço Nacional de Saúde».
Questionada sobre críticas recentes do Departamento de Estado dos EUA sobre alegada violação de Direitos Humanos em Portugal, nomeadamente eventuais abusos de guardas prisionais e más condições nas cadeias, Clara Albino afirmou que as observações norte-americanas não «têm base científica».
«Não debatemos trabalhos cuja fonte desconhecemos. A Administração americana publica trabalhos e não tem base nenhuma científica, nunca ninguém nos perguntou nada, nem visitou nenhuma cadeia portuguesa», afirmou.
http://diario.iol.pt/sociedade/prisoes-ultimas-noticias-enfermagem-nacional-tvi24-saude/1047418-4071.html

quarta-feira, 4 de março de 2009

Dr.ª Ana Vale-Gestora EQUAL- Portugal




Dianova: Quais as principais competências e campo de actuação
da EQUAL?
Dr.ª Ana Vale: A EQUAL foi um programa, financiado pelo Fundo Social
Europeu, no período 2000-2008, que teve como objectivo combater as
discriminações no acesso e no mercado de trabalho, através do apoio
a projectos inovadores e de carácter experimental. A EQUAL visou a
inserção dos públicos mais vulneráveis no mercado de trabalho o que
pressupôs intervenções muito abrangentes, a montante e a jusante do
próprio mercado de trabalho, incluindo as respostas a necessidades
sociais.
Os projectos experimentais desenvolvidos pela EQUAL deram lugar a
soluções inovadoras, fruto da experimentação realizada, soluções essas
que foram posteriormente disseminadas em larga escala, beneficiando
um número alargado de destinatários e contribuindo para a melhoria
das práticas nacionais.
Dianova: De que forma desenvolveu a EQUAL a sua missão, quer
no que concerne à prevenção e combate à desigualdade, quer no
campo da reabilitação profissional?
Dr.ª Ana Vale:
“A EQUAL procurou testar e validar novas formas de intervenção
para a reinserção social e profissional dos grupos mais
vulneráveis da nossa população, entre os quais os ex-reclusos e
ex-toxicodependentes. ”
Fê-lo através de um trabalho em parceria, envolvendo entidades com
missões e competências diversas mas complementares que asseguraram
respostas integradas à multidimensionalidade dos problemas com que
estas pessoas se confrontam (saúde, habitação, escolaridade, emprego,
apoio social, etc.). Fê-lo empoderando as pessoas na definição e na
construção das soluções para os seus problemas. A integração da
dimensão do género em todas as etapas das intervenções foi outro
requisito dos projectos EQUAL que contribuiu para a sua maior
adequabilidade uma vez que as vivências e necessidades dos homens e
das mulheres não são as mesmas.
A cooperação transnacional desenvolvida pelos projectos foi também um
factor de inovação, permitindo que beneficiássemos das experiências dos
outros países e da partilha de práticas e saber. A participação das empresas
nos projectos, quer enquanto parceiras, quer enquanto ambiente onde
a experimentação ocorreu, quer ainda, como observadores foi factor
crítico do sucesso da inserção profissional destes grupos, permitindo
combater de forma mais eficaz preconceitos e abrindo novos horizontes
para uma gestão de recursos humanos mais centrada na diversidade e
nas competências e potencial de cada trabalhador e menos numa visão
homogénea e redutora da força de trabalho.
Dianova: Até que ponto se assume como primordial a capacitação
de toda uma sociedade civil para os problemas atrás enunciados?
Qual a visão, objectivos e meios que a EQUAL tem colocado no
terreno para esta capacitação?
Dr.ª Ana Vale: As respostas às necessidades sociais são hoje em dia
assumidas por um conjunto muito diversificado de entidades, desde
organismos da Administração Pública (nacional ou local), entidades do
3º sector, empresas. Por outro lado, as pessoas estão confrontadas, na
maior parte das situações, com um conjunto diversificado de problemas
e não apenas com um problema o que exige a intervenção coordenada
de diversas entidades (públicas e privadas) para a sua solução e nada
melhor do que o trabalho em parceria para assegurar essa resposta.
Mas trabalhar em parceria não é fácil e por isso a EQUAL investiu na
formação das entidades participantes no programa e dos seus técnicos,
através de cursos de pós-graduação organizados em cooperação com 5
Universidades sobre “Como gerir projectos em parceria”, curso este que
ainda hoje se mantém em algumas das Universidades participantes.
Uma das ferramentas desenvolvidas a nível europeu na EQUAL – Project
Cycle Management – tem sido objecto de acções de disseminação,
nomeadamente, para as associações empresariais e organizações do
3º sector, através da formação de formadores e da formação dos seus
técnicos com o objectivo de dotar as organizações com uma ferramenta
que lhes permita conceber, planear e implementar projectos com
qualidade.
Por último e não menos importante foram as competências adquiridas
on the job pelas organizações e técnicos participantes no programa. O
cumprimento dos requisitos exigidos pelo programa na implementação
dos projectos obrigou as entidades e os técnicos a investirem em
aprendizagens em temas tão diversificados como balanços de
competências, metodologias de empowerment, auto-avaliação,
igualdade de género, trabalho em parceria.
A participação das Parcerias de Desenvolvimento nas redes temáticas foi
um dos meios mais férteis de concretização de aprendizagens, através
da partilha de experiências e de conhecimento e da reflexão conjunta.
Todos os participantes no programa são unânimes em reconhecer
o enorme capital de competências que acumularam através da
participação na EQUAL.
Dianova: Quais os principais parceiros da EQUAL na
implementação, acompanhamento e realização dos programas a
que se propõem?
Dr.ª Ana Vale: Há que distinguir o nível dos projectos e o nível do
programa. Ao nível dos projectos, encontramos uma grande variedade
de parceiros tais como, autarquias, organismos da Administração Pública
que fazem parte do nosso sistema educativo, de formação e emprego,
associações patronais e sindicais, empregadores, IPSS, ONG, entre as
quais se contam as entidades representativas dos diferentes grupos mais
vulneráveis da nossa sociedade (pessoas com deficiência, imigrantes,
toxicodependentes, etc).
Ao nível do programa os parceiros são fundamentalmente entidades
com responsabilidades na definição e execução das diferentes políticas,
pertencentes aos Ministérios da Educação, do Trabalho e da Solidariedade,
da Justiça, responsáveis das Regiões Autónomas, etc..
A Comissão Europeia foi também um importante parceiro, quer no
acompanhamento da implementação do programa, quer enquanto
facilitadora da cooperação transnacional, nomeadamente, entre os
responsáveis nacionais pela gestão da EQUAL.
Dianova: Quais os principais objectivos e programas levados
a cabo pela EQUAL, de forma a melhorar o sistema prisional,
sobretudo ao nível do relacionamento entre as populações e
guarda?
Dr.ª Ana Vale: As Parcerias de Desenvolvimento que investiram na
população reclusa e no sistema prisional desenvolveram um conjunto
de soluções inovadoras que estão disponíveis na publicação. “Soluções
inovadoras no Sistema Prisional” e acessível através do site do programa
(www.equal.pt).
Como se refere na nota de abertura da publicação, os projectos “…
abordaram novas formas de trabalhar em conjunto, novos programas de
formação para os agentes prisionais e de reinserção, novas intervenções
para os(as) (ex)reclusos(as), criando mais oportunidades para a sua
reintegração social e profissional, reorganizaram-se serviços em contexto
prisional, investiu-se na comunicação interna e numa nova cultura de
abertura e de partilha de conhecimento, numa gestão de qualidade,
orientada para os resultados e mais focalizada na população reclusa…”.
Uma das grandes mais-valias identificadas pelas entidades foi a
abordagem focalizada na população reclusa e a cooperação desenvolvida
pelos diferentes grupos profissionais no interior dos estabelecimentos
prisionais, ultrapassando barreiras anteriormente existentes e criando
uma nova cultura de trabalho.
Dianova: Qual a visão da EQUAL sobre o problema da
toxicodependência, quer na sociedade civil, quer especificamente
na sociedade prisional? Houve algum programa neste sentido, de
combate à toxicodependência?
Dr.ª Ana Vale:
“A toxicodependência é um dos obstáculos à integração social
e profissional das pessoas e um dos problemas que mais afecta
a população reclusa. ”
A sua abordagem pelos projectos EQUAL foi feita num contexto
abrangente de integração social e profissional. Neste contexto, as
entidades que se dedicam à resolução do problema da toxicodependência
foram chamadas a integrar as Parcerias de Desenvolvimento e a participar
na experimentação desenvolvida. Mais do que combater apenas a
toxicodependência os projectos preocuparam-se em experimentar
abordagens mais abrangentes como, por exemplo, procurar resolver os
problemas que levaram à toxicodependência, sensibilizar os empregadores
para a integração profissional dos ex-toxicodependentes, etc.
Dianova: Na semana passada a EQUAL fez o balanço dos 8 anos.
E agora? De que forma todo o movimento de inovação social da
EQUAL será levado a cabo? E por quem?
Dr.ª Ana Vale: A continuidade do movimento de inovação social
dependerá, em grande parte, das entidades e dos técnicos que nele
participaram na medida em que, ao longo destes anos, tiveram a
oportunidade de compreender a importância e a necessidade do
investimento permanente em inovação se quiserem acompanhar as
mudanças sociais e quiserem garantir eficácia e eficiência às suas
intervenções.
Por outro lado, estão disponíveis soluções inovadoras, em número muito
significativo e em áreas muito diversificadas, que poderão ser utilizadas
por quem estiver interessado em melhorar as suas práticas. Estão
capacitadas entidades e técnicos para as utilizar e, ainda, para apoiar os
que estiverem interessados em se apropriar delas.
Por último, os responsáveis pela definição e execução das políticas
sociais têm ao seu dispor instrumentos, devidamente testados e
validados, que lhes permitem definir novas orientações, para a acção
e o financiamento das políticas públicas que lhes dêem mais eficácia e
eficiência e contribuam para uma melhor integração social e profissional
dos grupos mais vulneráveis da nossa sociedade.

Venda de imóveis financia tribunais e novas prisões



O Ministério da Justiça (MJ) vai financiar uma grande parte da reforma das infra-estruturas ligadas à rede judicial e ao sistema prisional com verbas resultantes da venda de património por todo o País.


Ministério da Justiça (MJ) vai financiar uma grande parte da reforma das infra-estruturas ligadas à rede judicial e ao sistema prisional com verbas resultantes da venda de património por todo o País. Em entrevista ao Negócios, José Conde Rodrigues, secretário de Estado Adjunto e da Justiça, revelou que, desde 2006, o MJ já encaixou cerca de 200 milhões de euros nestas operações de alienação, que são para continuar. Na modernização de prisões e tribunais "o investimento será feito com mais de 50% do valor das alienações". O resto do financiamento será proveniente do Orçamento do Estado.Segundo Conde Rodrigues, a "procura de receitas próprias que passou também pela reestruturação financeira do MJ, com a alienação de património que já não era necessário à Justiça, permite ter agora em curso um plano de requalificação dos tribunais, num investimento de perto de 150 milhões de euros, de 2008 até 2011".

Alexandra Noronha
anoronha@negocios.pt

terça-feira, 3 de março de 2009

Unidade Livre de drogas- entrevista

Dr.ª Ana Gomes
Directora da Unidade Livre de Drogas, EstabelecimentoPrisional do Porto Custóias
Dianova: A toxicodependência é um problema que afecta o
universo prisional, pois muitos dos criminosos que integram as
prisões são dependentes. Como vê a realidade da droga em meio
prisional?
Dr.ª Ana Gomes: Num primeiro momento é preciso avaliar o motivo de
reclusão, ou seja, se o crime originou a toxicodependência ou o inverso.
Após esta avaliação devemos accionar todos os meios disponíveis para
os reclusos serem reencaminhados para o tratamento mais adequado
à sua personalidade e à sua dependência de substâncias e por isso
existem vários tipos de tratamentos no Sistema Prisional.
Dianova: Que mecanismos de controlo têm vindo a ser adoptados
de forma a evitar que a droga entre nas prisões?
Dr.ª Ana Gomes: Relativamente ao controle e detecção de produtos
estupefacientes, são efectuadas revistas minuciosas aos visitantes, seus
haveres e produtos a serem entregues aos reclusos. Como meio auxiliar
temos a máquina de raio-x. Após o contacto físico entre visitantes e
reclusos, no regresso da visita são estes revistados minuciosamente.
Dianova: Como funciona todo o processo de admissão e
tratamento na Unidade Livre de Drogas?
Dr.ª Ana Gomes: O processo de admissão é totalmente voluntário por
parte do recluso e este é sujeito a um processo de avaliação psicológica
e no momento da entrada tem que estar totalmente abstinente de
todas as drogas, facto comprovado por análises de metabolitos na
urina.
Dianova: Quais são as grandes linhas condutoras e de força da
ULD?
Dr.ª Ana Gomes: A Unidade Livre de Drogas é um tratamento baseado
em comunidade terapêutica com uma abordagem cognitivo-
-comportamental e motivacional. É baseado num sistema de hierarquia
e tem como objectivos não só a resolução de problemas relacionados
com a dependência como com a delinquência. Existe, também, uma
abordagem sistémica, havendo um projecto com as famílias dos
reclusos e com os ex-reclusos que frequentaram o programa.
Dianova: A ULD deve possuir uma equipa multidisciplinar, de
acompanhamento efectivo e global ao recluso em tratamento.
Por que tipos de profissionais é constituído o grupo de trabalho
de uma ULD?
Dr.ª Ana Gomes: A Unidade Livre de Drogas tem uma Equipa regida pelo
Director e constituída por uma Psicóloga, uma Técnica de Reeducação,
um Psiquiatra e um Sub-Chefe Principal da Guarda Prisional. Além
destes elementos, os reclusos têm acesso a todos os Serviços de Saúde
disponíveis no Estabelecimento Prisional, assim como, acesso à Escola
e ao Desporto.
Dianova: Quanto tempo dura o programa na ULD?
Dr.ª Ana Gomes: Cada recluso da Unidade tem um programa
individualizado sendo o tempo diferente para cada um deles mas em
média entre um a dois anos.
Dianova: Qual o maior desafio que um recluso enfrenta ao
entrar para a ULD?
Dr.ª Ana Gomes: Os maiores desafios relacionam-se directamente com
a obtenção da abstinência, tomada de consciência dos seus problemas
e a mudança de hábitos e atitudes.
Dianova: Muitos presos saem da ULD, mas ainda têm uma pena
a cumprir em meio prisional. Para onde são reencaminhadas
estes reclusos, após um tratamento bem sucedido?
Dr.ª Ana Gomes: Os reclusos que terminam o seu programa são
reencaminhados para o Regime Comum onde frequentam actividade
laboral ou cursos técnico-profissionais.
Dianova: Um dos programas disponibilizados pelos serviços
prisionais no âmbito da toxicodependência, registou uma adesão
nula. Falo do Programa Troca de Seringas. Até que ponto este
não funciona como entrave aos restantes programas em meio
prisional que visam combater o consumo de estupefacientes,
como sendo a Unidade Livre de Drogas?
Dr.ª Ana Gomes: O programa de troca de seringas é um programa
baseado na redução de riscos e dados e nesse sentido é uma
aproximação do indivíduo toxicodependente aos Serviços de Saúde.
Em meio prisional, este programa está a decorrer noutros
estabelecimentos que não este não possuindo dados que me permitam
avaliar a situação.
Dianova: Até que ponto não deveria ser feito um maior
investimento neste programa de tratamento, no sentido de
alargá-lo a mais estabelecimentos prisionais, tendo em conta o
seu sucesso junto da comunidade prisional?
Dr.ª Ana Gomes: O Estabelecimento Prisional do Porto, assim como,
todo o Sistema Prisional está preocupado com esta questão havendo
um esforço para o alargamento dos Programas Livres de Drogas.
Aliás, neste momento, a nossa Unidade está num período de
remodelação para assim possibilitar maiores condições físicas e
técnicas.
Dianova: Acha que existe pouca informação em Portugal sobre o
problema do consumo de estupefacientes? E junto dos reclusos?
Como é gerida e disponibilizada tal informação?
Dr.ª Ana Gomes:
“Actualmente o problema não será a informação mas sim a
desinformação. Os nossos jovens adquirem as suas informações
sem nenhum critério o que leva a estereótipos e informações
que são mal geridas.”
Junto dos reclusos a informação mais sistematizada é fornecida
quando estes estão inseridos em Programas Terapêuticos, havendo
também algum cuidado por parte dos Técnicos de Reeducação para os
sensibilizar para algumas questões.
Dianova: A Direcção-Geral de Reinserção Social tem como
principais competências a prevenção da delinquência e a
reinserção social dos praticantes da mesma sociedade. De que
forma é operada essa preparação para a reinserção social na

segunda-feira, 2 de março de 2009

Práticas inovadoras em meio prisional



revista EXIT n.18
(...)Tradicionalmente percepcionadas como escolas de crime em detrimento
do processo de reabilitação dos homens e mulheres que cometeram
crimes, quer o sistema jurídico-penal quer os estabelecimentos prisionais
têm vindo a investir em mudanças necessárias que vão não só ao encontro
da evolução das orientações doutrinais (integrando o código penal e.g.
princípios biopsicológicos, legislação especial para imputáveis entre os
16 e 21 anos, medidas substitutivas de atenuação especial da pena sem
por em causa as exigências de reprovação e prevenção do crime, medidas
de limitação dos efeitos criminógenos da prisão/contaminação do meio
prisional) ou dos direitos dos reclusos (civis, profissionais ou políticos),
mas também às exigências da sociedade em termos de manutenção da
ordem pública e da paz comunitária.(...)


http://www.scribd.com/share/upload/9709132/e3mrfnm0bd482yx4ax7

Saúde mental nas prisões

(...)Falar de Sistemas de Saúde Mental e de Psiquiatria no sub-sistema prisional implica, naturalmente,falar do panorama da Psiquiatria e da Saúde Mental no país. E a razão é simples: quanto mais deficiências este mega-sistema tiver mais repercussões aquele outro micro-sistema irá ter.(...)
João Marques-Teixeira
http://www.scribd.com/share/upload/9708581/18m02fslwfh30b3top30

Em resposta às questões assinaladas no nosso questionário, aqui estão as devidas respostas:

O que é o cartão de Voluntário?
O Cartão do Voluntário (CV) um é dos direitos do voluntário, em conformidade com o artigo 7º da Lei nº 71/98, de 3 de Novembro.
Contudo, a Lei não destrinça o cartão do voluntário emitido pela organização promotora de voluntariado do cartão de âmbito nacional emitido pelo CNPV, pelo que ambos podem coexistir, mostrando-se, por vezes, esta concomitância indispensável, por razões de segurança, como acontece, por exemplo, no caso dos Hospitais e das Prisões.

Tenho de pagar?
- O cartão do voluntário não tem custos para a entidade promotora de voluntariado

Como o obtenho?
Este cartão só pode ser solicitado ao CNPV pela Organização Promotora de Voluntariado que enquadra o voluntário, devendo sê-lo, apenas, para voluntários regulares, que tenham assinado o Programa de Voluntariado com a Organização Promotora há pelo menos 3 meses.

Do pedido do CV devem constar, relativamente a cada voluntário, os seguintes dados:
• nome • data de nascimento • habilitações literárias.

Deve, ainda, ser anexo ao pedido uma cópia do programa de voluntariado assinado entre as partes, no caso de voluntários de execução, e uma fotografia a cores tipo passe, original (uma vez que o processo térmico de passagem da fotografia para o cartão assim o exige).

No caso dos voluntários de direcção, substitui o programa de voluntariado uma cópia da acta da constituição da direcção da organização. O pedido dever ser dirigido à Presidente do CNPV, para a nossa morada:

Conselho Nacional para a Promoção do VoluntariadoAv. Marquês de Tomar, 21-7º 1050-153 Lisboa

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Seminário Internacional - Execução das Penas


A DGRS organiza, nos dias 4, 5 e 6 de Março 2009, um Seminário Internacional sobre Execução das Penas, dando início a um ciclo de reflexão crítica de abordagens e práticas profissionais na execução das penas.O seminário destina-se, preferencialmente, a operadores do sistema de justiça, parceiros sociais, técnicos de reinserção social e estudantes de direito.

Programa:


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

http://www.emprego2009.gov.pt/




Cidadãos»»»


Medidas para Públicos Específicos»»»



O que é?

Apoios às empresas que celebrem contratos sem termo com públicos específicos, através da isenção do pagamento das contribuições para a segurança social a cargo da entidade empregadora


Para quem?

Beneficiários do Rendimento Social de Inserção e beneficiários de pensão de invalidez, ex-toxicodependentes e ex-reclusos


Requerimento:

Louvor merecido


Parques de Sintra Monte da Lua e Estabelecimento Prisional de Sintra assinam protocolo.(...)

Foi assinado um protocolo que permite aos reclusos trabalhar nos parques e palácios geridos pela empresa - Palácio da Pena, Castelo dos Mouros, Palácio Monserrate e Convento dos Capuchos - recebendo o ordenado mínimo nacional, mas, acima de tudo, a liberdade fora das portas da prisão.

Este Projecto, que tem por objectivo a integração de reclusos em equipas mistas de manutenção e recuperação do património natural e cultural dos parques históricos de Sintra, valorizando o reforço de competências e a preparação para a reentrada na vida activa dos cidadãos socialmente desfavorecidos, foi um dos cinco vencedores da fase nacional e um dos dois seleccionados para representar Portugal na final europeia.






























Direitos Humanos: Abusos das forças de segurança e condições nas cadeias em Portugal na mira dos EUA

Lisboa, 25 Fev (Lusa) - Abusos da polícia portuguesa e dos guardas-prisionais, más condições nas cadeias, violência contra mulheres e crianças e o tráfico de mão-de-obra e de mulheres continuam a ser os principais problemas de Direitos Humanos que os EUA apontam a Portugal.
O relatório sobre Direitos Humanos do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América (EUA), relativo a 2008, hoje divulgado, refere que o Governo português "geralmente respeita os direitos humanos dos cidadãos" mas adianta que "existem problemas em algumas áreas".
A "polícia e os guardas prisionais ocasionalmente batem e abusam dos detidos e as condições das prisões portuguesas continuam pobres", refere o documento.
Por outro lado, a violência contra mulheres e crianças e a discriminação de género continuam a ser um problema "assim como tráfico de pessoas para exploração laboral e sexual".
Segundo o documento há "relatos credíveis" sobre "uso desproporcionado de força pela Polícia bem como maus-tratos e outras formas de abuso contra detidos por parte de guardas prisionais".
No ano transacto, refere o documento, a Inspecção-Geral da Administração Interna investigou "denúncias de maus-tratos e de abusos cometidos pela Polícia portuguesa e pelos guardas prisionais".
Estas queixas envolviam "abusos físicos, ameaças com arma de fogo, utilização de força excessiva, detenção ilegal e abuso de poder".
A maioria das queixas foi dirigida contra agentes da Policia de Segurança Publica (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), 118 e 76, respectivamente.
Apesar de "não existirem indícios de que o Estado português e as forças de segurança tenham cometido homicídios arbitrários ou ilegais", o relatório lembra o caso de um polícia que, "encontrando-se fora de serviço, disparou e matou um homem de 53 anos, em 25 de Abril de 2008".
Segundo o relatório a vítima ter-se-á aproximado do agente e da sua acompanhante numa praia deserta na região de Leiria: "O caso foi entregue a Policia Judiciaria, que se encontra a investigar o incidente há mais de um ano", lê-se no documento.
O relatório do Departamento de Estado dos EUA desconhece também que existam "casos de desaparecimentos por motivos políticos" em Portugal.
Quanto ás prisões, o Departamento de Estado nota que a "maioria dos diplomas do Governo adoptados em 2004 para reformar o sistema prisional não foi posta em prática".
Contudo, destaca que foram alcançadas algumas melhorias como, por exemplo, uma diminuição da sobrelotação das prisões e um reforço da formação do pessoal das prisões.
Segundo dados de um estudo sobre drogas nas prisões portuguesas, divulgado em 2007, e citado pelo relatório norte-americano, aproximadamente 10 por cento da população prisional estava infectada com o VIH e 15 por cento com hepatite C.
SK.
Lusa/Fim
25 de Fevereiro de 2009, 21:53

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Moçambique: Portugal formará guardas prisionais e estabelecerá sistema informatizado nas cadeias



Portugal vai formar guardas prisionais e estabelecer um sistema informatizado nas cadeias moçambicanas, visando constituir um instrumento de gestão e controlo dos reclusos, anunciou hoje à Agência Lusa o ministro português da Justiça, Alberto Costa.
Falando no final de uma visita ao centro de reclusão feminina de Ndlavela, arredores de Maputo, Alberto Costa assegurou que Portugal e Moçambique vão desenvolver novas formas de cooperação na área do domínio de penitenciárias, nomeadamente a geminação dos estabelecimentos prisionais.
"Vamos desenvolver, neste domínio (das prisões), um trabalho conjunto que vai passar por formação de guardas prisionais em Portugal, também pela cooperação com Moçambique no estabelecimento de um sistema informatizado nas prisões que possa constituir um instrumento de gestão e de controlo das pessoas que se encontram neste sistema", disse.
"Com isso prestamos homenagem a um trabalho que está a ser feito em vários estabelecimentos, no sentido de cumprir padrões de satisfação de direitos de reinserção social, nomeadamente através da formação de pessoas reclusas", acrescentou o titular da pasta da Justiça de Portugal.
O centro de reclusão feminina de Ndlavela tem 123 reclusas, sendo 78 condenadas e 45 detidas.
Deste número, algumas mães das 16 crianças de menos de cinco anos sob cuidados dos serviços sociais daquela penitenciária, quatro reclusas são estrangeiras: duas sul-africanas, uma brasileira e outra ruandesa.
Com vista à reabilitação e reinserção social das reclusas, o centro prisional de Ndlavela desenvolve uma série de actividades, que vai desde a área de ensino, formação técnico-profissional, produção de cultura (hortas) ao desporto.
A propósito, Alberto Costa adiantou que Portugal pretende "aperfeiçoar e alargar" as ofertas existentes no domínio de formação técnico-profissional.
"No domínio da oferta de formação das várias actividades que aqui são desenvolvidas, poderemos aperfeiçoar e alargar reciprocamente essas ofertas. Por exemplo, foram assinaladas várias hipóteses no domínio de tapetes que são cutilados em Portugal e que aqui podem ser enriquecidos", disse.
"No domínio da tecelagem, existem aspectos que podem ser retidos e desenvolvidos em Portugal, portanto, há soluções que podem ser inspiradoras para qualquer das partes e que se radicam nas tradições nacionais", sublinhou o ministro português.
Na área de ensino, o centro de reclusão de Ndlavela tem um programa de alfabetização e educação de 34 reclusas adultas e de ensino primário do segundo grau.
"A maior parte das reclusas não têm nível superior, então, temos grande parte que frequentam o ensino primário", disse à Lusa a directora nacional de serviço correccional e reintegração social, Cesaltina Moiane.
Segundo aquela responsável, no ano transacto, o centro de reclusão feminina de Ndlavela teve 87 por cento do aproveitamento escolar.
MMT
Lusa/Fim

domingo, 22 de fevereiro de 2009

PRÉMIOS EUROPEUS DE INICIATIVA EMPRESARIAL - Projecto do EP Sintra vence prémio nacional e é candidato a prémio europeu


O projecto "Património Gera Inclusão",
promovido pelo Estabelecimento Prisional de Sintra e pela Parques de Sintra/Monte da Lua, candidato aos Prémios Europeus de Iniciativa Empresarial promovidos pela Comissão Europeia, foi destacado na categoria “Iniciativa Empresarial Responsável e Inclusiva”.Este Projecto, que tem por objectivo a integração de reclusos em equipas mistas de manutenção e recuperação do património natural e cultural dos parques históricos de Sintra, valorizando o reforço de competências e a preparação para a reentrada na vida activa dos cidadãos socialmente desfavorecidos, foi um dos cinco vencedores da fase nacional e um dos dois seleccionados para representar Portugal na final europeia.Os Prémios Europeus de Iniciativa Empresarial têm como objectivo incentivar a iniciativa empresarial nas diversas regiões da Europa, e pretendem ser um tributo às boas práticas que, em diversas áreas, contribuam para criar um clima favorável ao desenvolvimento sustentado das economias.

Direcção

Direcção

Mensagem de boas-vindas

"...Quando um voluntário é essencialmente um visitador prisional, saiba ele que o seu papel, por muito pouco que a um olhar desprevenido possa parecer, é susceptível de produzir um efeito apaziguador de grande alcance..."

"... When one is essentially a volunteer prison visitor, he knows that his role, however little that may seem a look unprepared, is likely to produce a far-reaching effect pacificatory ..."

Dr. José de Sousa Mendes
Presidente da FIAR