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domingo, 27 de março de 2011
Igreja/Cultura: Presos franceses entram no debate sobre Deus
Lisboa, 23 Mar (Ecclesia) – Nove presos franceses dão o seu testemunho sobre Deus e a religião no lançamento do «Pátio dos Gentios», estrutura do Vaticano para o diálogo entre crentes e não crentes. “Quisemos participar, à nossa maneira, no «Pátio dos Gentios», através das nossas questões, das nossas interrogações, das nossas revoltas, mas também das nossas visões positivas”, pode ler-se. A primeira iniciativa internacional desta nova estrutura do Conselho Pontifício da Cultura (Vaticano), vai decorrer a 24 e 25 de Março em Paris. “Como podemos acreditar que Deus existe quando a injustiça aumenta em todo o lado, quando as catástrofes se multiplicam?”, perguntam os reclusos franceses. O testemunho destas novas pessoas deixa reflexões sobre a Bíblia, a ciência e a religião, afirmando ainda que “a fé é algo de vivo, pelo que é possível duvidar”. Três colóquios sobre o tema «Iluminismo, religiões e razão comum» vão decorrer desde a tarde do dia 24, quinta-feira, na sede da UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura; na Universidade de Sorbonne, na manhã seguinte, e, à tarde, na Academia de França. Depois dos colóquios, há lugar para uma mesa-redonda no Colégio dos Bernardinos, edifício histórico, do século XIII. A iniciativa inclui ainda uma festa especialmente pensada para os mais jovens, tendo como tema «No pátio do Desconhecido», na catedral Notre Dame de Paris, no dia 25 de Março, com música, espectáculos e um encontro de reflexão, seguindo-se uma vigília de oração e uma meditação. Durante este último momento, haverá uma ligação em directo ao Vaticano para que o Papa se dirija a todos os presentes sobre o “significado e os objectivos” desta iniciativa, anunciou a Santa Sé. O nome «Pátio dos Gentios» (Il Cortile dei gentili) evoca o espaço homónimo que, no antigo Templo de Jerusalém, hospedava os não judeus. O objectivo do «Pátio» é, segundo a Santa Sé, “contribuir para que as grandes interrogações da existência humana, sobretudo as de carácter espiritual, sejam verdadeiramente tomadas em conta”. OC
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CONFIAR - Associação de Fraternidade Prisional - P.F./Portugal
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Igreja e Estado de acordo
A Igreja Católica e o Estado chegaram a acordo sobre a assistência religiosa nos hospitais, prisões, forças armadas e de segurança. A regulamentação será aplicada a todas as confissões religiosas. A assistência religiosa passa a ser considerada uma prestação de serviços: os capelães serão pagos segundo a tabela em vigor e tendo em conta o número de pessoas a que prestam assistência.D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, considerou que é "importante" a garantia do "direito dos presos e dos doentes a terem assistência religiosa, que vai passar-se de um modo diferente, que exige uma mudança de atitude das comunidades cristãs".
O imã da Mesquita Central de Lisboa, sheik David Munir, afirmou que o novo regulamento "vem facilitar imenso". "Uma das regras do Islão é visitar os doentes, sejam ou não religiosos, e isso fazemos sempre, pois é uma obrigação moral dos familiares e amigos". A Comunidade Islâmica portuguesa tem cerca de 40 mil pessoas.
Ester Mucznick, que representa a Comunidade Israelita na Comissão de Liberdade Religiosa, considerou que é importante "ter uma base legal que faz com que deixemos de estar dependentes da boa vontade e colaboração dos funcionários". Em Portugal há cerca de mil judeus.
EVANGÉLICOS COM DÚVIDAS
A Aliança Evangélica Portuguesa (AEP) lamentou nunca ter sido contactada sobre a assistência religiosa nos hospitais, prisões e forças armadas e de segurança e duvida que alguma coisa mude com a nova regulamentação, "continuando a discriminação". "A impressão que temos é que se mantêm os privilégios da Igreja Católica, não existe igualdade de tratamento", disse o pastor Samuel Pinheiro, porta-voz da AEP. O responsável explicou que a assistência religiosa nos hospitais e cadeias "depende sempre da boa vontade dos funcionários ou de instâncias superiores". A comunidade evangélica – baptistas, pentecostais, metodistas, centros cristãos – tem cerca de 250 mil seguidores registados, com 1500 locais de culto em todo o País.
Edgar Nascimento com Lusa
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CONFIAR - Associação de Fraternidade Prisional - P.F./Portugal
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11:41
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"...Quando um voluntário é essencialmente um visitador prisional, saiba ele que o seu papel, por muito pouco que a um olhar desprevenido possa parecer, é susceptível de produzir um efeito apaziguador de grande alcance..."
"... When one is essentially a volunteer prison visitor, he knows that his role, however little that may seem a look unprepared, is likely to produce a far-reaching effect pacificatory ..."
Dr. José de Sousa Mendes
Presidente da FIAR